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SARA GONÇALVES . PORTUGAL

[ stylist // consultora de imagem ]

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Minimalismo: estilo de vida ou moda?

Em criança acumulava, na adolescência reduzia e hoje vivo com o [meu] essencial.

O [meu] conceito de minimalismo é ter o suficiente, o que eu necessito, e que pode ser, em tudo, diferente para o outro. O [meu] conceito de minimalismo é dar prioridade aquilo que é essencial e livrar-me do que não tem tanto valor.

No [meu] conceito de minimalismo não há um número exacto de objetos, de peças de roupa ou decoração a seguir. Não há principalmente uma obrigatoriedade de acompanhar a 'tendência' minimalista. Falo disto particularmente porque o minimalismo se encontra cada vez mais na moda, por quem o refira como um estilo de vida mais desacelerado, simples, prático e leve mas também por quem o encare a nível estético: arquitetura, decoração e peças de roupa, em muito aproveitado pelas marcas para lidar com o facto de o minimalismo ser interpretado como acto de comprar menos.

Como referi foi ainda na adolescência que, em muito por falta de espaço e fixação pela organização, aprendi a equilibrar os bens materiais. Quanto mais temos mais tempo e energia dispensamos e mais espaço necessitamos. O mesmo se passa com as peças de roupa, quantas mais existirem, menos se visualizam e mais assumimos que nada temos para vestir.

Não me considero minimalista, nas suas variadas definições, o meu propósito é viver o meu essencial, em todas as partes. Procuro o equilíbrio. 

Não passou um ano desde o meu final do conceito, ou ferramenta, armário cápsula, 37 peças por três meses, ou seja 37 peças para cada estação do ano. Fiz as quatro estações que partilhei por aqui (link). 

O objetivo nunca foi seguir um determinado número de itens ou peças de roupa para a vida mas receber desta experiência, e por isso lhe ter chamado ferramenta, uma aprendizagem. Podem ler aqui (linkas 5 lições que aprendi com o armário cápsula. 

Depois de ter praticado um ano de armário cápsula, não necessito, nem considero que deveríamos necessitar, de definir um número exacto de peças, mas antes selecionar as mesmas com base na sua utilidade: usamos todas as peças que temos no nosso guarda-roupa? Gostamos de todas elas? As nossas peças de roupa fazem-nos sentir feliz e seguras de nós próprias? São adequadas ao nosso estilo de vida? Se sim, devemos ficar com elas. São raras as vezes que compro por impulso, pondero se a peça de roupa, ou outro item, vai fazer sentido, e se me vai ser principalmente útil e trazer felicidade. 

Afinal acumulamos muito e aproveitamos pouco. Ohh.. E a vida essa.. quer-se, leve!

Até ao próximo post! 
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